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AS ÂNCORAS DAS NOSSAS VIDAS



Âncoras? Não, não estou me referindo às coisas que tentam nos afundar (embora existam de verdade coisas e pessoas que insistem em tentar fazê-lo...).


Refiro-me ao conceito de "ancora" da Programação Neurolinguística. Refiro-me aos estímulos sensoriais que provocam, de maneira automática, um encadeamento de comportamentos e estados internos.


Eles podem ser auditivos, visuais, cinestésicos, olfativos ou até gustativos.


Uma experiência de intensidade considerável ou a repetição de mensagens e experiências são as manifestações mais comuns para a instalação da âncora.


Sempre que ouço o "Tema da Vitória" não consigo deixar de associá-lo às manhãs de domingo, muitas vezes ainda na cama, torcendo pelo nosso Ayrton Senna. O "Tema da Vitória" me trasnfere automaticamente para o GP de 1993, em Interlagos!! Inesquecível vitória do nosso campeão!!


Recentemente antes de chegar ao aeroporto de São Paulo, cedinho, liguei o rádio e ouvi o "miado" do Programa "O Pulo do Gato". Imediatamente meu subconsciente viajou para a infância, quando tomávamos café juntos, eu e meu pai, cada um para seu destino (trabalho e escola). Confesso que cheguei a sentir o aroma de café!!


Por falar em aroma, no ensino médio estudei numa escola em São Paulo instalada ao lado de uma fábrica de biscoitos. Dá pra imaginar uma escola ao lado de uma fábrica que exalava essência de baunílha? Hoje em dia, ao abrir um pacote de biscoito doce, sou remetido a uma época maravilhosa, ao som de Talking Heads, calçando tênis All Star!!


E você, caro leitor, quais são as âncoras da sua vida?


Publicitário fazem uso das âncoras com uma maestria incrível (e acho um recurso super válido, desde que a massificação não torture... não suporto mais a música dos "Pôneis Malditos").


O que pouco gente sabe é que as âncoras podem ser "auto assumidas". É o que chamamos em PNL de "auto-ancoragem". Atores fazem isso com muita propriedade, entrando na pele de seus personagens, através dos sentimentos e estado "interno" do personagem.


Junto com o fundamental aquecimento vocal, eu costumo usar o recurso da "auto-ancoragem" antes das minhas palestras! Procuro sempre assimilar estados de autoconfiança e segurança antes do mergulho no improvável que é o ato de entrar em cena!


Evite cultivar estados limitadores (estados internos insatisfatórios) como medo, insegurança, tristeza, ansiedade, dúvida e frustração. Que horrível!!!


Tente fazer o mesmo em sua próxima reunião, entrevista, negociação, apresentação, etc. Tenha certeza de que sua voz está convencendo, através da impostação, firmeza e modulação da forma como falar! Evite a voz "linear como um voo de aeronave". Isso é chato para quem ouve...


Busque também âncoras que lhe remetam a alegria, bem-estar, dinamismo, êxtase, autoconfiança e outras coisas maravilhosas!!


Ah, só pra finalizar: abuse de sua intenção positiva...sempre!!!!


Fonte: Dill Casella

Dill Casella é autor do livro “Atitude e Altitude” pela Editora Vozes, de dezenas de artigos publicados em mídia impressa e digital e um dos palestrantes mais criativos e contratados atualmente no Brasil!


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