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Palestrante Dill Casella

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CURTIR, COMENTAR, COMPARTILHAR



Tentador ou não, clicar naquelas letrinhas azuis das redes sociais passou a ser o passatempo predileto de muitas pessoas. Criar ou não criar uma conta? Eis a questão....


A grande maioria dos posts não possuem muito compromisso, o que trás a atmosfera leve e encantadora das redes sociais. Já passamos por momentos bárbaros de censura e repressão e ter liberdade de expressão é uma coisa extremamente prazerosa!


O que tem acontecido é que as pessoas filtram muito pouco o conteúdo e acabam postando coisas super íntimas e até desnecessárias. São exposições de vida pessoal, imagens prontas compartilhadas à exaustão ou fotos que deveriam estar no álbum de família...


Ainda não compreendemos o tamanho do poder de mobilização e interação que tudo isso permite! É mágico encontrar pessoas que não víamos há anos!! É mágico postar mensagens de cumprimento ou despedidas, pensamentos, desabafos, recadinhos, etc., mas tenho certeza que dá pra incrementarmos a rede para uma troca mais consistente, diria até mais cultural.


Manifestações são organizadas via web, brigas de torcida, idem. Acho até que ficou ultrapassado telefonar para marcar um happy hour; agora é tudo via web....Tudo assinado pela foto do melhor ângulo, do lugar visitado e da personalidade que está posando ao nosso lado. É do ser humano: quem não quer ganhar uma dose de admiração?


O post é pessoal, mas muitas vezes é compartilhado e decorrente de uma opinião de massa e isso pode gerar opiniões prontas, formatadas e embrulhadas pra viagem!! Em 1968 Nelson Rodrigues já proclamava: “ A opinião deixou de ser um ato pessoal, uma posição solitária, um gesto de orgulho e desafio, o homem pensa cada vez menos, nós “achamos” o que os outros acham”.


Numa recente pesquisa feito por um jornal americano, verificou-se que um internauta médio passa quase sete horas mensais navegando no Facebook . Eu, sinceramente, achei que a pesquisa errou! É muito mais que sete horas. Pelo que tenho notado por ai é pelo menos o dobro. Mas vamos focar em sete horas.


Um bom livro de 300 páginas tem em média 60.000 palavras e a velocidade média de leitura é de até 150 palavras por minuto. poderíamos dizer que 7 horas mensais poderiam ser usadas para passar bons momentos ao lado de gênios como Érico Veríssimo, Dostoiévski ou até mesmo passear pela Barcelona de Carlos Ruiz Zafón.


Dessa forma, melhoraríamos a média brasileira anual de leitura de livros de quatro para doze!! Triplicaríamos nossa bagagem cultural, conhecimento de fato e grau de especialização. Mais que isso: criaríamos uma geração que faz a diferença através da leitura de verdade!


Segundo alguns consultores, se lermos trinta livros de determinando tema, nos tornamos especialistas no assunto. Especialistas em cerca de dois anos ou até em 210 horas de leitura. Faz sentido...


Na dúvida, é melhor prevenir e cultivar o cérebro do que formatar suas funções....


Fonte: www.dill.com.br

Dill Casella é autor do livro “Atitude e Altitude” pela Editora Vozes, de dezenas de artigos publicados em mídia impressa e digital e um dos palestrantes mais criativos e contratados atualmente no Brasil!


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