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O UNIVERSO ESTÁ REPLETO DE MEIAS VERDADES



O Zé liga e pede para falar com Beltrano. A secretária atende e pergunta:


- Quem gostaria?

- É o Zé da empresa Tal?

- Um minutinho...


O Zé já se identificou! “Se ela pediu um minutinho, o Beltrano está!!”


- Senhor Zé? O Beltrano não está na sala, quer deixar recado?


O Zé é educado. Com seu profissionalismo e interesse pessoal, agradece, pede para avisar que ligou e retorna no dia seguinte...


As pessoas não são 100% sinceras no mundo dos negócios! É uma afirmação séria e comprovada!! O universo está repleto de “meias verdades”!!!


Tem momentos em que, em uma negociação, por exemplo, os dois lados sabem que não estão falando a verdade e acabam sustentando a farsa de acordo com suas intenções, interesses, já armando o tabuleiro para a jogada seguinte.


Quer ver um exemplo: o cliente inventa uma desculpa absurda para não fechar o negócio naquele momento. Coisa do tipo “a diretoria não aprovou...” ou “entendemos que tal serviço deverá ocorrer no segundo semestre e em momento oportuno” quando a real justificativa passa longe desses argumentos. Trata-se de uma forma sutil, delicada e por que não dizer, educada de dizer que o contrato “foi para o brejo...”

Nesse momento, o fornecedor / vendedor conta até dez, verbaliza entender a situação, colocando-se à disposição para atende-lo naquele momento oportuno (haja profissionalismo!!), no entanto, por dentro, se fosse para ser 100% sincero, diria conhecer os reais motivos para o não fechamento do negócio. Poderia dizer que conhece os planos de favorecimento para a empresa concorrente e os interesses pessoais do Fulano Contratante pelos motivos mais particulares do mundo. Algo do tipo Jim Carrey no filme “O Mentiroso”, na cena da reunião com a chefia e pares. Hilário, chocante e honesto ao extremo!!


Filosofando um pouco, penso que a questão é pertinente ao ser humano mesmo...


O casal de namorados, no auge da erupção hormonal da adolescência, resolve viajar a sós. Os argumentos para convencerem os pais vão desde a lista dos amigos que vão, criação de personagens, cenários, facilidades, etc. Os pais, na maioria das vezes, “embarcam aparentemente” nesse mundo de fantasia. Fazem perguntas que se encaixam no enredo criado pelos filhos, evitando também o choque da realidade escancarada ou simplesmente não querendo precisar ouvir e ter que interceder no fato.


Outra situação que pode envolver meias verdades é a do médico e de seu paciente em estado terminal. Ambos sabem da gravidade da situação e, em grande parte das vezes, pode o diálogo ser tão duro ao ponto de falarem abertamente sobre o que não querem ouvir?


O filósofo alemão Nietzsche acreditava que uma conversa às claras, sem nada escondido era um verdadeiro inferno. Expor-se um ao outro poderia ser o prelúdio de uma traição, que é uma das coisas mais angustiantes do ser humano.


O fato é que poucas coisas deixam as pessoas tão satisfeitas quanto ouvir algum problema ou constatar alguma fraqueza em você. Portanto, cuidado! Cuidado com o que falar e com quem falar. Jamais conte a um amigo o que seu inimigo não pode saber...Conte com as pessoas que vibram, aplaudem quando você está em evidência, jamais com aquelas que são solícitas somente nos seus momentos de dor. Essas são suspeitas...


As “meias verdades” são uma realidade nas relações humanas e no mundo dos negócios. Fazer parte desse jogo é uma das regras da vida, no entanto, sonhar com a evolução das relações sinceras, feitas, de fato, com o coração, tolerância, lealdade e cooperação sem interesse constrói um cenário diferente do que estamos vivendo. Olhe ao redor e imagine!!


Imagine o nosso potencial!! Imagine...


Fonte: Dill Casella

Dill Casella é autor do livro “Atitude e Altitude” pela Editora Vozes, de dezenas de artigos publicados em mídia impressa e digital e um dos palestrantes mais criativos e contratados atualmente no Brasil!


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