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Palestrante Dill Casella

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VAI QUE DÁ CERTO ...



Show Da Avenida

A garota está agitando na balada, dançando freneticamente. O garotão olha, analisa, conceitua e pensa: “Abordo ou não abordo? Chego ou não chego?”

Entre o ir e o não ir, fica indeciso... Talvez ela não queira nada, talvez me dê aquela dispensada...mas, vai que dá certo!! Uau!! Ninguém vai acreditar! É uma gata e tanto!! Lá vou eu...

O fato é que o “NÃO” ele já tem, parado onde está, no canto da balada, com cara de conteúdo e tudo...


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O empreendedor nato está colaborando para uma corporação. Olha pelos muros e sente a possibilidade de uma nova vida lá fora, de um novo negócio, algo que lhe dê o ânimo suficiente para levantar da cama e FAZER ACONTECER. Pensa, repensa, reflete... “Por que sair? Estou tão bem, tão estabilizado, sem riscos... A vida não é a que eu sonhei mas, vai que dá certo!”

“Como vou conviver com meu sucesso? Sem as justificativas das minhas horas de Hardy de Hanna Barbera? Oh Céus, oh vida, oh azar...!!!”


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A empresa está de vento em popa! Tudo está maravilhosamente bem, os resultados, os lançamentos de novos produtos, o reconhecimento de mercado, as ações na bolsa! Tudo sob o mais absoluto controle... Quando tudo está bem é sinal de quê? Sinal de perigo!! Justamente nessas horas quando o mar está em calmaria é que as ondas mais violentas, os maiores “tsunamis” corporativos acontecem.

Mas, mexer pra quê? Mexer em time que está ganhando? Ta louco?

Mexer sim! Lógico que mitigando os riscos e a exposição desnecessária, mas dá para avançar sempre! Vai que dá certo!

O ser humano realiza-se, reinventa-se, renova-se, sempre fundamentado em criatividade!

Ter criatividade é usar o óbvio de ponta cabeça, achar uma nova forma de fazer o que sempre foi feito, com uma pitada de loucura, senso de arrojo e anormalidade!

Ser normal é desistir no primeiro “você ta louco...”, no “isso nunca foi feito antes...”, no “xi, acho que você pirou...”

O produto “sandálias Havaianas” estava com seus dias contados. Aquele pedacinho de borracha, com as famosas tiras que não soltam, teria o mesmo destino trágico que o Bamba e o Kichute (alguém se lembra desses produtos?). Precisou que alguém acreditasse no improvável, no salto do escuro do reposicionamento do produto.

Antes, eram “ofertadas” coletivamente em caixas rasgadas de papelão, com trinta ou quarenta pares para livre escolha... Eram vendidas em mercadinhos ao lado do sabão em pó e das vassouras. Sugeridas para lavar o quintal ou, em casos extremos, calçarem os pés de trabalhadores menos qualificados...

Hoje, são consideradas “in”, coloridas, para todas as camadas sociais, ofertadas em lojas de grife, muitas vezes exclusivas e até ostentando diamantes nas tiras! Ganharam o mundo e até despertaram a voracidade dos chineses me pirateá-la, sem a qualidade das famosas “originais”, é claro!

As "Havaianas", conseguiram considerável multiplicação de seu valor agregado! Vai que dá certo..

Tecnologicamente, evoluíram sim! Continuam a ser um pedaço de borracha? De jeito nenhum! São Havaianas! São usadas inclusive em badaladas baladas...

Ah, e por falar em balada, a garota do início do artigo gostou do garotão e o “affair” evoluiu. Estão pensando em montar um quiosque na praia. Vai que dá certo!...


Fonte: Dill Casella

Dill Casella é autor do livro “Atitude e Altitude” pela Editora Vozes, de dezenas de artigos publicados em mídia impressa e digital e um dos palestrantes mais criativos e contratados atualmente no Brasil!


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